05/09/2014

Heinrich Himmler: O arquiteto do Holocausto


Sempre que se fala de Segunda Guerra Mundial lembramos de Adolf Hitler, considerado o maior responsável pelo gigantesco conflito que mudou o mundo. Mas uma outra pessoa teve tanta importância quanto Hitler nesse conflito: Heinrich Himmler. Himmler não foi apenas um dos mais importantes membros do partido nazista, mas a pessoa que arquitetou o holocausto. Himmler teria sido o responsável por introduzir Hitler ao ocultismo, e a ideias que seriam a base para o massacre dos “não dignos”.

Por mais que Himmler não tivesse assassinado nenhum judeu pessoalmente, suas ações resultaram em um dos maiores genocídios que o planeta terra já viu. Talvez se a tarefa tivesse sido entregue a outra pessoa o holocausto tivesse acontecido da mesma maneira, mas certamente não havia outra pessoa dentro do partido nazista que se dedicasse tanto as ideias de superioridade racial como Himmler, logo seu nome foi o mais indicado a dar continuidade a “Solução final da questão judaica”.

Biografia

Nascido perto de Munique, na Baviera, Alemanha, numa família de classe média, foi criado em uma família de tradição católica. Filho de um reitor bávaro, Himmler estudou na escola de Landshut. Após a sua graduação, Himmler foi designado como um cadete, em 1918. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), entrou para o 11º Regimento bávaro. Um pouco antes, Himmler foi promovido como oficial, entretanto, a guerra terminou e Himmler foi retirado do exército sem ter estado em combate.

Em 1919, um ano após o fim da Primeira Guerra Mundial, Himmler começou a estudar ciências agrícolas num colégio técnico, em Munique. Durante o seu tempo como estudante, foi um membro ativo de vários clubes estudantis. Ao mesmo tempo, tornou-se ativo nos Freikorps (exércitos privados da ala direita de ex soldados do Exército Alemão) ressentidos pela derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Himmler entrou para o Reichsführer-SS e, em 1923, aderiu ao Partido Nazista, que então estava recrutando membros do Freikorps como potenciais membros das novas unidades Nazis, a Sturmabteilung (SA).

O partido nazista

Em 1923, Himmler era um sargento Feldwebel na Reichkriegsflagge e carregou a Signa Imperial Alemã de Batalha no chamado Putsch da Cervejaria, em 8 de Novembro de 1923, quando o partido Nazista falhou em uma tentativa de tirar o governo da Baviera do poder.

Entre 1923 e 1925, com o partido Nacional-Socialista lutando por uma causa perdida, Himmler dedicou-se a outras atividades e com o seu diploma de agricultura tornou-se um fazendeiro de aves domésticas (galinhas). Não sendo bem sucedido, voltou ao refundado partido Nazista, já nos fins de 1926. Em 1927, casou-se com Margaret Boden.

Rapidamente Himmler foi posto para trabalhar no partido nazista e tornou-se vice comandante de distrito e deputado da Baviera. Em 1927, tornou-se vice comandante da SS.

Com a demissão do comandante da SS Erhard Heiden, foi designado o novo Reichsführer-SS em janeiro de 1929. Na ocasião, foi nomeado para conduzir a SS, que possuía apenas 280 membros, e considerada um batalhão insignificante perto da grande SA. Até então, Himmler era chamado de SA-Oberführer, mas depois de 1929, se autodeclarou como "Reichsführer-SS".


Em 1933, quando o partido nazista começou a ganhar poder na Alemanha, Himmler já havia conseguido 52000 membros para a SS, e a organização desenvolveu severos requisitos sociais para assegurar que todos os membros fossem arianos assim como o Führer.

Himmler, então, se esforçou para livrar a SS do controle da SA, introduzindo uniformes pretos, para substituir as camisas marrons da SA. Posteriormente Himmler passou a possuir poderes iguais a de um comandante da SA, que nessa época detestaram o poder que a SS passou a ter.


Tanto Himmler como Hermann Göring, e outros braços direitos de Hitler, concordaram que a SA e seu líder, Ernst Röhm, eram uma ameaça não só para o exército alemão como também para toda a liderança nazista na Alemanha. Röhm acreditava que, embora Hitler tivesse ganhado poder na Alemanha, a "real" revolução ainda não tinha começado, deixando alguns líderes nazistas com a convicção de que Röhm poderia usar a SA para tentar um golpe. Com alguma persuasão de Himmler e Göring, Hitler começou a sentir-se ameaçado, e ordenou a morte de Röhm.

Goering morto
Ele delegou esta tarefa a Himmler e Göring que, junto com Reinhard Heydrich, Kurt Daluege e Walter Schellenberg, executaram-no com muitos outros funcionários de alto cargo da SA, episódio que ficou conhecido como A Noite das Longas Facas em 30 de junho de 1934. No dia seguinte, o título de Himmler de Reichsführer-SS tornou-se o grau de liderança e permaneceu nessa posição enquanto a SS se tornou uma organização independente do Partido Nazista.

Em 1936 Himmler tinha ganhado mais autoridade, enquanto a SS absorvia todas as agências policiais locais, criando assim uma nova força policial nacional. As forças da polícia secreta alemã estavam também sob as ordens de Himmler. Os SS estavam desenvolvendo o seu ramo militar, conhecido como SS-Verfügungstruppe, que mais tarde viria a ficar conhecido como Waffen-SS.

O sumo sacerdote

Himmler já gozava de imenso poder político e militar dentro do partido alemão, mas isso não parecia ser o bastante. Himmler se tornaria um membro significativo do paganismo nazista, e defensor ferrenho dos ideais de superioridade racial ariana.

Na dimensão oculta pagã do regime nazista, a figura de Heinrich Himmler pode ser comparada à de um Sumo Sacerdote no comando de sua Ordem dos Cavaleiros e dos efetivos das SS. O slogan nazista “Terra e Sangue” agradava especialmente a Himmler. Associado à cultura da Germanenorden, sincero nacionalista, Himmler apreciava leituras sobre Espiritualismo, segunda vista, clarividência, telepatia, herbalismo, vida rural e retorno à Natureza. Praticamente um precursor do movimento New Age! Na medida em que estudava o paganismo afastava-se, mais e mais, da fé cristã. Em 1924, decidiu-se: renegou formalmente a Igreja Católica.

Nas mãos de Himmler, as SS foram estruturadas segundo o modelo da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos (a Germanenorden), cujos membros, acreditava-se, tinham sido guardiões do Santo Graal. Equipes das SS foram designadas para encontrar tanto o Santo Graal quanto a Arca da Aliança! Pode parecer contraditório: um homem renuncia ao Cristianismo, despreza o Judaísmo mas está interessado nas relíquias sagradas destas religiões.


Mas para Himmler bem como para toda uma legião de místicos nazistas, Jesus era ariano e a Arca da Aliança era uma máquina acumuladora de energia, de origem ariana e que foi roubada pelos judeus. Em um discurso, 1942, Himmler sentenciou: “Essa maldição cristã, essa grande pestilência que envenena nossa história e nos enfraquece, nós vamos acabar com isso!” [Padfield, Peter, Himmler: Reichsführer SS, Macmillan, 1990]

Himmler acreditava na imortalidade e na reencarnação, especialmente a reencarnação dentro do mesmo clã, da mesma família de sangue. Seus pontos de vista combinavam a doutrina hinduísta com as crenças germânicas no renascimento dentro do Clã (sippe) e dizia: “Uma nação que tem sua crença no Renascimento (reencarnação) e que honra seus ancestrais, essa nação se multiplica em prole, tem filhos e essa nação terá vida eterna.”

Os homens das SS eram doutrinados para crer que pertenciam a uma casta de nobres cavaleiros do Terceiro Reich. Morrer pelo ideal de restaurar a pureza da raça Ariana era algo desejável e certamente recompensado em um renascimento futuro mais feliz em um mundo livre das impurezas raciais. A morte não era assunto evitado, era exaltado e a caveira foi a insígnia adotada pelos esquadrões de assassinos. A morte era necessária e mantinha as tradições comunitárias puras e vibrantes.

E Himmler ilustrava: “Basta conhecer as Sagas alemãs. Quando uma família era proscrita, posta fora da lei ou se havia uma rixa de sangue na família, eles eram drasticamente exterminados. Eles diziam: Esse homem é um traidor, o sangue é ruim, existe sangue ruim nele; isso será erradicado. Nesses casos de problemas de sangue, a fonte era exterminada até o último membro, todo o Clã.”

Coerente com tais princípios, Himmler determinou a extinção de famílias inteiras, caçando mesmo os parentes distantes. As SS também eram implacáveis e a pena de morte era sumária para os doentes do corpo e da mente, os inválidos, que eram mortos ou esterilizados, para não transmitirem seu sangue ruim. Relações sexuais entre alemães (ãs) e judeus (judias) e outros inferiores, eram punidas severamente.

Em contrapartida o crescimento demográfico da raça Ariana era encorajado de todas as maneiras, incluindo a manutenção de bordéis onde as prostitutas tinham a santa missão de gerar arianinhos; filhos de putas, mas de putas-funcionárias públicas arianas com cafajestes funcionários públicos arianos.

Heinrich Himmler foi o Grã-Mestre de um grupo de doze membros das SS. Formavam a Ordem dos Cavaleiros Negros. Com esses discípulos, Himmler conduziu vários rituais secretos de magia negra no Wewelsburg Castle. Rituais que incluíam a Necromancia, a comunicação com os mortos.

No Castelo havia numerosos e poderosos símbolos satânicos. O símbolo do Sol Negro (clique AQUI para saber mais) é visto em muitos lugares de Wewelsburg. Em um dos aposentos, foi reproduzido o cenário de Stonehenge. Esse era, de fato, um paganismo satânico, no sentido (etimolóico, filológico mesmo) de ser adversário do Cristianismo em seus aspectos doutrinários. É satânico porque encontra no ódio, na violência, na soberba e na intolerância a força que o Cristianismo recomenda procurar nos contrários: amor, paz, humildade e concórdia.




Walter Friedrich Schellenburg [1910-1952], chefe da Inteligência Estrangeira observou: “Himmler e seu círculo secreto de doze Gruppenführers 9Líderes de Grupo) estavam envolvidos na comunicação mística com Teutões mortos e faziam outros exercícios espirituais. Aconteceu de eu entrar por acidente em um aposento do Castelo e vi aqueles doze líderes sentados em círculo, todos mergulhados em profundo silêncio contemplativo.”

A solução final

Crentes da superioridade da raça ariana, os nazistas estavam prontos para o próximo passo. Eles acreditavam que a raça ariana se tornara superior graças a pureza, origem e ao fato de que essa raça teria sido forjada no calor da batalha. Segundo essas ideias um novo conflito seria necessário para provar de uma vez por todas o poder ariano. A segunda guerra mundial seria esse conflito, e durante ele os nazistas pretendiam eliminar os não dignos da face da terra.


A SS foi encarregada de encontrar judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová e comunistas, ou quaisquer outras culturas ou raças condenadas pelos Nazistas por serem sub-humanas, ou em oposição deste regime, e serem colocados em campos de concentração. Himmler tornou-se num dos principais arquitetos do Holocausto, usando elementos míticos e uma opinião fanática na ideologia racista Nazista para justificar o homicídio em massa e o genocídio de milhões de pessoas.

Heinrich Himmler em visita ao Campo de concentração de Dachau.
Inicialmente o método escolhido para eliminar as pessoas confinadas aos campos de concentração era o tiro na nuca. Mas nem sempre a pessoa morria instantaneamente, esse método causava grande alvoroço nos demais prisioneiros, alem de ser muito lento como método de extermínio.

Himmler então determinou que as mulheres e as crianças fossem executadas envenenadas por gás, dentro das vans de transporte. E esse foi o protótipo das futuras câmaras de gás, mais práticas, eficientes, rápidas, econômicas, capazes de dar cabo de trezentos judeus de uma vez! A maior dessas câmaras, em Auschwitz-Bikeneau, com capacidade de apagar três mil em uma única sessão, ao longo da guerra, recebeu dois milhões e meio de judeus.


A reprodução ariana

Os nazistas pretendiam livrar o mundo dos impuros e repovoar o planeta com arianos legítimos. Uma etapa desse plano iniciou com o holocausto, mas Himmler já estava pensando o próximo passo. Muitos autores creditam a Himmler a ideia de incentivar a reprodução entre arianos puros, mas mesmo que a ideia não tenha partido de Himmler, foi ele quem esteve a frente desse projeto.

Os nazistas lançaram também um programa de reprodução ariana, chamado “Lebensborn”, “fonte da vida” em alemão. O movimento Lebensborn era uma tentativa de promover a chamada raça ariana pura. Meninas de organizações nazistas foram recrutadas para conceber filhos fora do matrimônio com homens das SS. Eles deram o seu proverbial “aventura de uma noite juntos”, e as meninas que ficaram grávidas em seguida, foram atendidas, cuidadas e servidas durante a gravidez e os bebês também seriam servidos e atendidos. O programa Lebensborn também ajudava a viúvas de guerra de alemães de sangue puro e evitava abortos por parte de mães solteiras. Estima-se que o programa tenha produzido uns 20.000 bebês. Futuros “super-homens e super mulheres”.


É curioso como experimentos e estudos posteriores mostraram que estas crianças, em vez de ser de um intelecto superior, não eram mais que indivíduos comuns. O mito da Raça Superior foi destruído pela derrota alemã. O Reich dos Mil Anos durou somente doze.

Morte de Himmler

Por volta de 1945, A Waffen SS de Himmler possuía 800 mil membros, e a Allgemeine-SS mais de dois milhões de membros. Entretanto, já na primavera de 1945, Himmler perdera a fé na vitória alemã, de acordo com suas discussões com seus massagistas Felix Kersten eWalter Schellenberg. Ele chegou à conclusão que, para uma vitória do regime nazista, este deveria buscar a paz com o Reino Unido e os Estados Unidos. Ele então contatou o Conde Folke Bernadotte da Suécia em Lübeck, perto da fronteira dinamarquesa, e iniciou negociações para a rendição no Leste. Himmler tinha esperança que os americanos e britânicos lutariam contra seus aliados russos em conjunto com o restante da Wehrmacht. Quando Hitler descobriu, Himmler foi declarado um traidor e destituído de todos seus títulos e cargos.

Na época da denúncia de Himmler, ele era o Reich Leader-SS, chefe principal da SS, Chefe da Policia Alemã, Comissário chefe da nacionalidade alemã, Ministro-chefe do Interior, Comandante supremo do Volkssturm e Comandante Supremo do Exercito Interno (Home Army).

Himmler depois se dirigiu aos estadunidenses como desertor, entrando em contato com Dwight Eisenhower e proclamando que entregaria toda a Alemanha para os Aliados se ele fosse poupado de julgamento como um líder Nazi. Num exemplo final do estado mental de Himmler, ele próprio enviou um documento ao general Eisenhower dizendo que queria se inscrever para a posição de "Ministro da Polícia" na Alemanha pós-guerra. Porém, Eisenhower se recusou a ter qualquer relação com Himmler, e ele foi, então, declarado criminoso de guerra.

Tentando não ser capturado, Himmler disfarçou-se de membro da Gendarmerie, mas foi capturado, e logo reconhecido em 22 de Maio do mesmo ano, em Bremen, Alemanha, por uma unidade do Exército Britânico. Himmler cometeu suicídio em Lüneburg, engolindo uma cápsula de cianeto antes do interrogatório.


 Fontes: Wikipédia, Ecos da Segunda Guerra e Morte Súbita

Quando amanhecer, você já será um de nós...

Não deixe de dar uma conferida nas redes sociais do blog Noite Sinistra...

 Siga o Noite Sinistra no Twitter   Noite Sinistra no Facebook   Comunidade Noite Sinistra no Google +   Noite Sinistra no Tumblr

CONFIRA OUTRAS POSTAGENS DO BLOG NOITE SINISTRA




VOLTAR PARA A PÁGINA INICIAL...

4 Comentários
Comentários
4 comentários:
  1. Elson Antonio Gomes5 de setembro de 2014 12:13

    Acho que não existe um adjetivo para expor o que eu sinto sobre racismo e preconceito.

    Esses super humanos chamados de ‘arianos’ eram tão super que ‘Cornelius Johnson’ e ‘Jesse Owens’ fez Hitler se retirar do estádio para não cumprimentá-los.

    No texto tem uma parte que diz que: “Relações sexuais entre alemães (ãs) e judeus (judias) e outros inferiores, eram punidas severamente.”.
    Esta frase prova totalmente a falta de sentido do racismo e preconceito, pois nos campos de concentração tinham os locais onde eles transformavam em bordeis para se satisfazerem sexualmente com as prisioneiras. Tanto que o nome escolhido pelo saudoso ‘Ian Curtis’ para sua banda foi este local designado para satisfazer os soldados alemães.

    Pq para o sexo não há racismo nem preconceito?

    Isto aconteceu na escravidão também, mas aí vou prolongar muito meu comentário.

    O que o belo texto escrito pelo ‘Adm’ mostra é que estes caras não c@g@v@m e nem saiam da moita, pois como é descrito no texto, eles desencanaram do cristianismo, mas queriam seus símbolos como a ‘Arca da Aliança’. Para mim, na realidade estes caras abraçavam qualquer coisa, pois o interesse final deles era o total poder e total controle do mundo.

    ResponderExcluir
  2. Amei o post e adoro saber mais sobre a Segunda Guerra Mundial e gostaria de saber se os negros estão incluídos no que eles chamavam de "inferiores".

    ResponderExcluir
  3. logico q sim , mané .... e eles SAO ..... elson provavelmente com esse nome imagino seu tipinho .... seu inferior ... se pudesse ....te mandava a um campo de concentração tb

    ResponderExcluir
  4. NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO! NAZISTA BOM NASCE MORTO!

    ResponderExcluir

Página do Facebook

Publicidade 1

Postagem em destaque

O misterioso perfil do Facebook de Karin Catherine Waldegrave